Lá em casa eu reinava absoluta no lar, altamente paparicada, até aparecer minhas irmãs quando eu tinha 4 anos. Agora imagina, se irmão mais velho é escanteado com a chegada de um mais novo, chegando logo dois, a cara de um e focinho do outro – e isso numa época pré-tratamentos-para-engravidar, que não era muito comum ver gêmeos por aí – vocês acham que alguém olhava pra minha cara? Não, né?!
Então guardei toda a minha raiva pra descontar quando elas crescessem huaauhauhahuahauha [risada maquiavélica]. Brincadeira, gente! Mas eu me aproveitei bastante da situação de irmã mais velha com não apenas uma, mas duas irmãzinhas de uma vez só.
Quando elas eram bem pequenas eu fazia as coitadas de serviçais, quando eu chegava da escola cada uma ficava com um pé pra tirar meu sapato e meias, depois uma tirava a saia e a outra a blusa (preguiçosa é pouco, né?). E as lesinhas coitadinhas faziam absolutamente tudo que eu queria, até o dia que minha mãe reclamou comigo e eu abri essa bocona pra dizer que ‘besta eram elas que faziam’ e as duas escutaram. Se tivesse ficado quieta talvez estivesse usufruindo da criadagem gratuita até hoje (assim pelo menos Marido não ia precisar passar ferro nas roupas).
Eu também lembro que eu batia que só nas coitadas e minha mãe vivia dizendo que quando elas crescessem iam se juntar e dar uma surra em mim. Como praga de mãe pega mesmo, depois de um tempo elas aprenderam a me bater a distância – qualquer objeto que estivesse ao lado delas era utilizado pra não me deixar chegar perto e isso ia da chuteira do meu pai até cabo de vassoura!
E pra não apanhar umas das outras e ainda por cima apanhar da mãe, a gente criou o código da escravidão. Sempre que alguém descobria o que a outra aprontou, as duas assinavam um termo que dizia que a infratora seria escrava por toda a vida de quem estava ameaçando delatá-la. A irmã que não estava envolvida na confusão assinava como testemunha. Daí a gente se aproveitava o máximo que podia: “vai pegar água pra mim”, “coloca aí no programa da Xuxa” (na época que não tinha controle remoto, né?), “vai amassar banana com leite ninho e nescau pra mim”, essas coisas. Claro que esse pra toda vida durava até a dedo-duro cometer algum delito (então as duas ficavam quites), ou até a escrava encher o saco mesmo e pagar pra ver.
Nós brigávamos mooooito, mas brincávamos mais ainda, juntávamos duas camas para dormir as três juntinhas, fazíamos revezamento para fazer os gostos de quem estivesse doente, partíamos pra cima de quem dissesse pelo menos que a outra era feia e protegíamos umas as outras até de cachorro de meio de rua. Enfim, fazíamos tudo que todo irmão faz =]
Adoreeei Paulinhaa ^^V
Quer dizer então que banana com leite ninho e nescau é universal?! ^^ Eu comia muuuito qndo era pequena!!
E o saudoso lanche cream cracker, goiabada, banana e suco de maracujá na lancheira da barbie? Alguém tb é desse tempo, hihihihihih!!!
Me identifiquei, no caso, as gêmeas vieram primeiro e eu sou a caçula!!!Pra completar o mais velho é HOMEM (9 anos mais velho) e batia nas três!!!Rsrsrs!!!
Ai que delícia deve ter sido. Eu praticamente nao tive irmãs. Minha irmas são bem mais velhas e nao brincavam comigo deste jeito; mas batiam, judiavam e faziam de bobinha.
Acho que por esta falta de um irmão na infancia eu quis ter os meus filhos com pequena diferença de idade.
bj
Que bonitiiiiiiinho! Nunca pensei que tua esperteza viesse de tão longe! Hehehehe. =) Tô brincando…mas isso tudo é muito bacana mesmo. E e minha irmã arrancamos muito o “couro”uma da outra brigando, mas somos amigas inseparáveis hoje em dia. E morremos de rir lembrando desse tipo de estória hoje. Vocês formam um trio lindo, sua besta! Beijo.
Paulinha diz: Ainda bem que a fase dos tapas passa, né? =]
Mas você e Yveline (olha a intimidade!) são unha e cutícula, nem se compara com a gente…
Achei uma graça, rs. E cadê irmãs agora? Casaram? Moram longe?