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A vida de volta nos eixos

Correria de final de ano, montando árvore com cara de Agosto ainda, confraternizações, compras em shoppings lotados, vários acontecimentos pra complementar o ano de 2008 (como esse aqui) que derrubam o ânimo de qualquer um… até pra postar…
But I’m back now =]

Na fila do supermercado eu vi uma guria com a mãe comprando uma caixa de chocolate e embrulhando pra presente. Na hora eu deduzi que se tratava de um dos intermináveis “amigo doce” que tem em toda turma – cá entre nós, eu nunca vi muita lógica nisso, se todo mundo já sabe o que vai ganhar, pra que se dar o trabalho? Não consigo entender, mas tudo bem…

O fato é que ver aquela menina com a preciosa caixinha de chocolate me fez perceber que já é fim de ano! Você deve estar pensando ‘que menina lerdinha essa, não?’, é claro que a cidade com os enfeites pavorosos – eu só posso acreditar que todo ano contratam um menino de 5 anos pra fazer a decoração! – o supermercado cheio de bugigangas, e até o Papai Noel que coloquei na minha mesa no trabalho são evidências claras de final de ano. Mas acho que ainda não tinha me passado ‘aquele’ sentimento… Aquele rebuliço que fica os alunos no mês de dezembro, arranjando todo tipo de confraternização para encurtar as aulas, um presentinho que você nem esperava de um outro aluno, os famosos amigos doces, as homenagens da turma que você gostava tanto e nem percebia que eles também gostavam de você… Nossa, de repente nem parece que é fim de ano sem essa confusão toda… deu uma saudade de estar em contato com tanta gente!

Meu consolo é saber que apesar de perder tudo isso, o único estresse que eu vou ter nesses dias será decidir o que vou fazer pra sobremesa no Natal e que presente comprar pra minha mãe – esse um desafio que daria pra escrever um livro! Não vou ter que me preocupar com aluno que está atrasado com todas as atividades – mesmo já estando com um histórico de notas baixas durante o semestre –, corrigir provas, preparar boletins, fazer comentários para cada aluno, passar várias noites acordada pra dar conta de tudo isso, conversar com pais de alunos que foram reprovados, e – o pior de todos!!! – ligar para fazer ‘propaganda’ da rematrícula! Ufa, chega deu um alívio por não está em sala de aula nessa época de Natal.

Recebi um email com esse texto aí embaixo dia desses e quase morro de tanto rir! Porque minha certidão de nascimento pode até dizer outra coisa, mas quando eu falo, eu sou Paraibana SIM!

Paraibano não se diverte, ele ‘bota pa decê’!
Paraibano não é distraído… é apombaiado!
Paraibano não fica solteiro… ele fica solto na bagaceira!
Paraibano não vai com sede ao pote… ele vai com a bixiga taboca!
Paraibano não vai embora… ele vai pegá o beco!
Paraibano não diz ‘concordo com você’ … ele diz ‘Né isso, omi!!!!’ A cara de Canxa, né meninas?
Paraibano não conserta… ele imenda!
Paraibano não bate… ele ’senta-le’ a mãozada! Era isso que aquela Nega Maluca ia levar se tivesse agarrado Marido sexta passada! Hum!
Paraibano não sai pra confusão… ele sai pro ‘muído’! Vixe, ‘muído’ pode ser usado em muitas outras situações…
Paraibano não bebe um drink… ele toma uma!
Paraibano não joga fora… ele rebola no mato!
Paraibano não discute… ele bota boneco! Eu não uso essa… eu diria ‘ele mói’
Paraibano não é sortudo… ele é cagado!
Paraibano não corre… ele dá uma carrera!
Paraibano não ri… ele se rasga!
Paraibano não brinca… ele manga!
Paraibano não compra cachaça… ele compra ‘o lítu’!
Paraibano não toma água com açúcar… ele toma garapa!
Paraibano não exagera… ele alopra!
Paraibano não engana… ele dá um migué!
Paraibano não percebe… ele dá fé
Paraibano não vigia as coisas… ele pastora!
Paraibano não sai apressado… ele sai desembestado!
Paraibano não aperta… ele arroxa!
Paraibano não usa zíper… usa ‘riri’!
Paraibano não dá volta… ele arrudêia! Já falei sobre isso aqui
Paraibano não ‘vai se encontrar com alguém’… ele ‘vai puntá alguém’
Paraibano não espera um minuto… ele espera um pedaço!
Paraibano não é distraído… ele é avoado!
Paraibano não fica encabulado… ele fica todo errado!
Paraibano não passa a roupa… ele engoma a roupa!
Paraibano não ouve barulho… ele ouve zuada!
Paraibano não acompanha casal de namorados… ele segura vela!
Paraibano não rega as plantas… ele ‘agoa’ as plantas
Paraibano não é esperto… ele é desenrolado!
Paraibano não é rico… ele é estribado!
Paraibano não é homem… ele é macho!

E ainda dá pra acrescentar mais…

Paraibano não é cafa… ele é ‘caba’ safado
Paraibano não é presença… ele é canxa
Paraibano não manda beijo… ele manda xero =]

E por aí vai…

Make me rich

Chego no computador e vejo Marido em um site olhando uma Land Rover. Marido olha pra mim e sai com essa:
- “Tô decidindo o que vou comprar quando eu receber meu prêmio…” [por "meu prêmio" leia-se a parte dele no bolão que o pessoal do trabalho faz toda vez que a mega-sena acumula]

Agora me diz, eu que sou muito pessimista ou isso realmente é falta do que fazer?

Ossos do ofício

Ontem aqui no trabalho teve um treinamento de segurança do trabalho e a gente foi conhecer um pouco mais sobre extintores contra fogo, os tipos, quando e como deve ser usado, essas coisas. Falando assim parece bem chato, mas eu gostei muuuito de saber mais desse assunto, pelo menos hoje eu sei que se, Deus nos livre, tiver um incêndio aqui no nosso setor eu não vou pegar o extintor errado e muito menos perder a pele da minha mão no extintor de CO2, hihihi. Mas o melhor do dia foi a aula prática, quando a gente esqueceu que era um grupo relativamente grande de quase 30 anos cada, e se divertiu como se tivesse pelo menos 20 a menos, mas abafa o caso…

Por causa disso eu me lembrei de outro treinamento de segurança quando trabalhava numa lanchonete lá na Inglaterra. Não foi um treinamento prático como esse, mas era basicamente explicando os procedimentos a se tomar em caso de emergência.

A minha ‘chefa’ começou falando sobre o que fazer se soasse o alarme de incêndio, “mandar todos os clientes pra fora, se você estiver aqui sai por essa porta, se estiver na cozinha sai por tal porta, blá, blá, blá”, até aí tudo bem, nada que eu não tenha visto antes.

Daí ela vem com um “no caso de você encontrar uma bomba…”. Eu quase salto da cadeira só de pensar “Para tudo! O que? Uma bomba? Como assim?”. E ela lá bem tranqüila “primeiro você chama o gerente, depois liga pra polícia, depois aperta o alarmezinho de incêndio, depois evacua a loja, depois…”. E eu ainda nos meus pensamentos “Gente, peramordedeus, depois de tanto procedimento a bomba já vai ter explodido! Vamos resumir, se eu achar uma bomba eu saio correndo porta a fora, e sigo a última instrução de todas “deixe todos os seus pertences pra trás”.

Adventure? No, thanks

Nós (eu e Marido) temos uns amigos que são super ligados em caminhadas, acampamentos no meio do nada, contato com a natureza, essas coisas. Depois de ouvir vários relatos das viagens dessa tchurminha, Marido – que na época era apenas Namorado -, me convenceu a embarcar numa furada aventura dessas. O objetivo era chegar a uma super cachoeira por uma trilha, o que daria um total de 2 dias caminhando.

Feriado de 7 de setembro, todo mundo feliz da vida às 6h da madruga de mochila nas costas, protetor no rosto e prontos pra pegar o ônibus pro ponto inicial da aventura. Alongamento, todo mundo sorridente, 10, 15, 30 minutos eu já estou olhando pra trás e pensando se eu acerto o caminho de volta sozinha e pego um ônibus pra vida civilizada novamente, mas o lema era “quem desiste no meio do caminho não chega a lugar nenhum”, continuei perseverando. Mais meia hora minhas pernas não obedeciam mais, minhas costas estavam moídas, e eu comecei a dar piti! Amigo-escoteiro organizador da desgraça passeio propõe uma paradinha pro lanche, que dura míseros 10 minutos. O caminho dali pra frente era só ladeira acima e minha vontade era chorar porque nesse ponto eu já tinha certeza que não acertava mais o caminho de volta e ia ter que continuar a jornada com eles de todo jeito. Namorado leva minha mochila e minha única obrigação era me arrastar até o fim do passeio.

E se você pensa que a única coisa ruim de embarcar numa invenção dessas é a caminhada em si, está redondamente enganado. Primeiro tem o grande problema da comida. Refeição de quem faz trilha no meio do mato é pão com queijo de manhã, miojo pro almoço e sopinha instantânea pro jantar. Gente, o miojo já não me descia na época (hoje até que aturo quando a fome tá braba e a preguiça maior ainda!), mas a tal da sopa instantânea de batata… arrgghhh!! Tenho calafrio só de lembrar – e não é exagero! O troço é intragável!! Nem com a fome de quem caminhou o dia inteiro!

Depois vem a dormida. Eu não tenho frescura pra dormir em canto nenhum, colocou um lençolzinho no chão e fez o casaco de travesseiro eu tô dormindo. Mas a tal história de dormir numa barraca com um colchonete finérrimo e em cima de um monte de pedras, aí são mais 500! Quando eu conseguia pegar no sono que me virava um pouquinho lá vinha um monte de pedrinhas furando minhas costas. Com esse vai e vem não tem sono que aguente e a noite quase não acaba nesse sufoco.

Pior de tudo foi o banheiro! Minhas amiguinhas de longo tempo que leem [ai que nervoso não colocar acento!] esse meu bloguito sabem que eu tenho uma certa dificuldade em usar banheiro coletivo, passei mais de ano até finalmente usar o banheiro do trabalho (mas mesmo assim ainda é um drama). Agora, queridas amiguinhas, não tinha rolo de papel higiênico cobrindo o assento que desse jeito, porque o banheiro do tal lugarzinho que a gente acampou era simplesmente um buraco no chão pra o corajoso (a) se equilibrar e fazer o número 1 e/ou 2! Agora me digam se eu aguento uma coisa dessas? A solução era fazer xixi literalmente no mato. Aquela cena linda!

[Pausa pra rir de uma cena que eu lembrei agora. De noite, meninas fazendo cabaninha pra amiga faz xixi no mato, uma de cada vez. Daí veio um barulho no meio da escuridão, saiu todo mundo correndo e largou uma das meninas lá. A coitadinha tava no meio do caminho no serviço dela, se apavorou e fez xixi na calça!! Hahahaha!!! Rindo porque não fui eu, né?).

Depois de todo esse sufoco, no outro dia chegamos na maldita cachoeira e enquanto todo mundo comentava sobre a beleza das coisas que Deus fez e tudo mais, eu só conseguia pensar “Eu não acredito que é só isso!!!”. Fiquei calada porque eu já tinha praguejado em voz alta a viagem inteira e não queria ser a chata completa. Pra valer todo aquele sufoco a cachoeira tinha que ser no mínimo a metade de Foz do Iguaçu!!

Dica valiosíssima: quem nunca se meteu numa historinha como essa, não acreditem em frases como “daqui a no máximo meia hora a gente chega lá”, “é só até ali naquela curva”, “tá chegando”, “o visual compensa tudo”, “quando passar o cansaço você vai pedir por outra caminhada”.

Outra dessa nem que tenha alguém distribuindo dinheiro no fim da viagem! E não, depois de ser torturado você nunca esquece!

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Atenção pra quantidade de coisa que Marido estava levando: Dois colchonetes, uma barraca, uma panela, a mochila dele atrás, a minha na frente e a “mala” da Namorada do lado enchendo o saco do coitado!

A única coisa boa dessa viagem foi as fotos, aí pra completar o CD com as fotos simplesmente sumiu! Já revirei essa casa e nada! Só achei essa aí no antigo fotolog da gente! Ódio!!!!

Lugar de menina

Aqui no trabalho eu sentava ao lado de várias meninas, então as conversas sempre tinham relação com coisinhas de meninas: “Você viu o cabelo novo da Victoria Beckham que horror!”, “Olha só a J Lo como tá linda, nem parece que teve gêmeos um dia desses”, “Você já leu esse livro aqui da Nora Roberts?” “A Marina postou um tutorial ótimo hoje.”, “Menina, achei uns vestidinhos na promoção naquela loja que você indicou…”. E assim corria o dia…

Até haver uma mudança nas nossas funções no departamento, e consequentemente uma mudança na área física também. As meninas que estavam sempre de trelelê foram separadas – cada uma ficou em um corredor diferente, acho que essa divisão foi maquiavelicamente cuidadosamente planejada =]

O grande problema é que agora eu vivo cercada de meninos =(
As conversas por aqui giram em torno das novidades tecnológicas (tá, esse assunto eu até gosto e vivo metendo o bedelho!), todas as possibilidades matemáticas pro time deles entrar na série B (!) – e entrou esse final de semana, então imagina como estou escutando hoje! Não basta meu dia ter começado assim? -, quem levou gato na sinuca na hora do almoço, e coisas do gênero.

Agora em diz, eu mereço isso? Só posso ter colado chiclete na cruz!

Abuso

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Qualquer semelhança entre minha caneca e minha cara pra trabalhar hoje depois da combinação final de semana chocho + segunda de manhã não é mera coincidência.

Miss Bumbum

Estava vendo ontem numa revista que uma brasileira, Melanie Fronckowiak, 20 anos, gaúcha, ganhou o concurso internacional do bumbum mais bonito, que ocorreu na França semana passada.

Na reportagem ela diz que tem muito cuidado na alimentação, não come nada que tenha gordura, fritura, e todas as “uras” que as comidas gostosas têm. Ela ainda disse que quando bate aquela vontade de comer chocolate, abre um e cheira!!!!

Agora me diz uma coisa, vale a pena um bumbum lindo de morrer e não poder comer uma batatinha frita com uma coca ultra-hiper-mega gelada e depois devorar cinco Sonhos de Valsa de uma vez? Nem que eu fosse jogadora de vôlei de praia e vivesse com meu derrière a mostra!

Ah! Com tanto sacrifício, além do título de bumbum mais lindo do mundo, ela ganhou 15 mil euros. Tá, não é o dinheiro do mundo todo, mas vale a dieta rígida… por uns dois meses e pronto! É tudo que eu posso fazer!

Vocês ainda não viram o bumbum dela? Então dá uma olhadinha aqui. Paulinha adverte: olhar essa foto não faz bem para a auto-estima =D

Um lugar interessante que fomos foi o marco zero, o local onde ficava as Torres Gêmeas. O lugar tem um clima completamente diferente de toda cidade, um silêncio, os turitas falam sussurrando, e pra completar ainda tinha um carinha tocando uma música meio fúnebre com uma flauta. Não tem como não olhar pro tamanho daquele lugar e não se assombrar, tipo, você sabe que a tragédia foi grande, mas quando você vê assim ao vivo, chega dá uma coisa no estômago, sabe? Tem um memorial do lado que a gente não entrou, mas fomos numa igreja perto que serviu de abrigo e que hoje em dia virou tipo um museu com coisas dos bombeiros, cartas que as pessoas mandavam, um montão de coisa.

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De tudo que conhecemos em NY, sem pensar duas vezes o que eu mais gostei foi a Times Square. Quando eu saí do Subway e dei de cara com aquele monte de fachadas luminosas e trocentas pessoas de um lado pro outro, me senti de verdade em NY pela primeira vez. Era exatamente aquilo que eu esperava da cidade! Multidão, barulho, luzes! Adorei!

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A gente passou por um monte de pontos meio que básicos: Wall St, Brooklyn Bridge, Empire State Building, Rockfeller Center, algumas igrejas, Chrysler Building, e por aí vai, mas se eu for falar de tudo e ainda por cima colocar fotos vai ter que ser uns 500 posts sobre o mesmo tema!

Além de tudo que se tem pra ver, outra coisa importantíssima é preparar os bolsos! Putz, eu sou super controlada, a famosa mão de vaca mesmo, mas me vi louca em NY. Comprei mooooitooo!!! E só não gastei mais porque senão quando eu chegasse em casa os papéis do divórcio iam estar em cima da mesa esperando pra eu assinar! Comprei coisa até pro meu filho inexistente e sem data prevista pra ser encomendado!

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** ** **

Coisas que não posso perder de jeito nenhum da próxima vez que for lá:

1) Eu sou fanática por Friends, tenho todas as temporadas e já perdi a conta de quantas vezes já assisti cada episódio (agora mesmo Marido tá ali na sala assistindo o melhor episódio de todos, quando todo mundo descobre que Chandler e Monica estão namorando). Queria muito ir a algum lugar que tivesse alguma relação com o seriado, sei lá, qualquer coisa, mas não sabia onde ficava nada. Pois não é que depois que eu cheguei descobri sem querer até endereços específicos! – saiu numa reportagem da Viagem e Turismo. O endereço do prédio dos personagens de Friends é o 90 Bendford Street, no Village e o Central Perk não existe, mas a revista sugere ir ao Café Factory (104 Christopher St). Esses já estão na lista de prioridade hihi

2) Li que a vista mais linda de NY é do alto do Rockfeller Center, mas o tempo realmente não deixou… Não posso perder de jeito nenhum da próxima vez.

3) Ver um musical da Broadway. Tá, eu sei, como assim ir pra NY e não ver um musical?!? Mas custava os olhos da cara e eu já tava lisa (já falei que não tem como não gastar horrores!!!). Mas da próxima vez vou mais preparada financeiramente hahaha

E pra vocês, o que seria indispensável numa visita a NY? O que vocês mais gostaram e/ou gostariam de visitar?

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